Setembro 24, 2011

Drops > Conan


Falam por aí do novo Conan com o ator havaiano Jason Momoa. Falam mal, um remake que não precisava.

Não vi o filme e nem sei se verei. Vi a dobradinha com o Arnoldão -- CONAN, O BÁRBARO e CONAN, O DESTRUIDOR -- O primeiro bem dirigido por John Milius, com ótimas locações e bons atores coadjuvantes. O segundo dirigido pelo especialista "capa e espada" Richard Fleischer, pra mim ainda faltou algo em tais produções... Analisando, por exemplo, a trilogia do SENHOR DOS ANÉIS percebo que ela foi feita com um certo apuro, um apuro de fã. Seu realizador Peter Jackson é um fã de Tolkien. Ele fez uma trilogia como fã da obra de Tolkien. Penso que é isso que faltou nos filmes com o Arnoldão, faltou um fã de Conan. Alguém que, talvez, acompanhasse os quadrinhos de A ESPADA SELVAGEM DE CONAN desenhado pelo John Buscema. Faltou aquela cara e aquele corpo (de quase dois metros) que o Buscema deu ao Conan. Faltou o olhar sobre o mito Conan, a cara de mau, de ladrão assassino -- dos maus. A cara do Arnoldão Schwarzenegger não convence como o Conan dos fãs de John Buscema.

Peguemos O TALISMÃ, um livro excelente de Walter Scott onde ele apresenta o Rei Ricardo Plantageneta, o famoso Ricardo Coração de Leão, Rei da Inglaterra, como um verdadeiro mito, um guerreiro que é uma máquina de guerra e nobre o bastante para ser rei. Não li os livros da Era Hiboriana de Robert E. Howard, mas posso dizer que Scott, escrevendo pulp fiction, faria um bom trabalho de divulgação do mito Conan, como o fez com o Coração de Leão.

Chega de comparações! Pulp é pulp e clássicos são clássicos. Conan também é uma máquina de guerra, agora nobreza, fica melhor mesmo com o Plantageneta.

Vai um momoa aí?

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