Baseado na novela de Marjorie Kinnan Rawlings ganhadora do Prêmio Pulitzer. A trinca Gregory Peck (Penny Baxter), Jane Wyman (Orry Baxter) e Claude Jarman Jr. (Jody) fazem deste filme um primor do cinema, um clássico do filme pastoral e bucólico. Entende você porque os sabidos tupiniquins não traduzem o nome para – no espanhol – O DESPERTAR? Porque é disso que se trata. O jovem Jody tem um sonho de ter um companheiro dos animais selvagens que vivem perto do rancho e se apega a um filhote de gamo, que perdeu sua mãe, morta pelo pai de Jody para salvá-lo de uma picada de cobra. O gamo vai provocar muitos atritos num lugar em que se depende fortemente da lavoura para sobreviver. Jody vai ter seu verdadeiro despertar deixando de lado as coisas passageiras para focar na sobrevivência do sítio pioneiro, no meio da Flórida de 1870, onde não se vê nada além da mata fechada, animais selvagens e vizinhos muito longe uns dos outros. Como falei, destaque para Gregory Peck, que ganh...
DJANGO ou DOCTOR SCHULTZ ou O DIA EM QUE TARANTINO EXPLODIU Para um dono de video clube absorver todos os filmes que aluga é quase uma coisa bem fácil. Agora, absorver e depois virar um cineasta de marca é para poucos. Assim o foi com Quentin Tarantino. É inegável que ele é genial em seus filmes (aqui roteirizando também), seu estilo pop é inconfundível, violência extremada, verbalização extremada, humor negro, e principalmente as influências de filmes pop de outrora. Ele consegue juntar tudo e apresentar um enredo que é uma salada refrescante num mundo de proteínas. Em Django ele chega forte com o tema racismo e vingança. Como nos Bastardos Inglórios foi o holocausto e a vingança. Sem evitar polêmica, já chamou o grande realizador de westerns John Ford de racista, e abraçando uma causa panfletária dos negros, com seu Django, sobe no banco para falar. É claro que quase tudo ali é retocado no exagero, pois fontes mais contemporâneas vieram para recolocar a posição americ...
Oblivion é repositório de clichês de filmes de ficção científica. O cineasta Joseph Kosinski é arquiteto e algumas das suas imagens parecem ter saído de uma revista Wallpaper. Ambientes assépticos confrontados com o caos apocalíptico. Faltou, talvez, um tanto de filosofia, e menos ecochatice. Sou simpático ao protagonista que adora a beleza da Terra, assim penso no que se refere a magnífica criação de Deus, inigualável no Universo. As imagens são belíssimas, mas faltou enredo bom e costurado. A torre onde habita a dupla Jack (Tom Cruise) e Victoria (Andrea Riseborough), impressionantemente não sofre ação dos ventos apesar de estar acima das nuvens? Um detalhe que talvez não passasse no crivo de um detalhista como Kubrick, por exemplo. As esferas drones, robôs de aniquilamento, são assustadoras, mas nem tanto quanto as esferas do filme Phantasm . A cena do encontro no Empire State arruinado é uma alusão a TARDE DEMAIS PARA ESQUECER (1957)? Nota 5,76. OBL...