agosto 07, 2014

Drops > Divagações

Os mosquitos tem mais atração por perfumes do que os seres humanos.

novembro 06, 2013

Filmes prediletos > Beau Geste















A Legião Estrangeira Francesa
era (ou é?) para os fortes, ou aqueles aventureiros sem muito horizonte e até desesperados, homens rudes que ajudavam a França na manutenção de suas colônias. Um dos filmes clássicos mais famosos sobre a Legião é este aqui, Beau Geste de William A. Wellman. Três irmãos órfãos e muito unidos são os protótipos dos aventureiros, liderados e influenciados pelo maior dentre eles Beau Geste (Gary Cooper), os outros são  John Geste (Ray Milland) e Digby Geste (Robert Preston), aliás, atores de filmes de aventuras: Milland e Preston, só para citar, Vendaval de Paixões e Legião de Heróis respectivamente e ambos do magnífico Cecil B. De Mille.
Aqui a fidelidade e a honra entre irmãos criados em ambiente o mais propício para a criatividade, nas rédeas de sua mãe adotiva Lady Patricia Brandon (Heather Thatcher), é a pedra de toque na formação dos futuros legionários, muito diferente do perfil de seus colegas rudes, assassinos, ladrões etc. e do seu cruel e sádico comandante, o russo siberiano Sargento Markoff  (Brian Donlevy) ou ainda do puxa-saco do sargento, o indesejável Rasinoff (J. Carrol Naish). A aventura se completa com um mistério de uma pedra preciosa que salvará os Brandon, tutores dos três e mais a menina Isobel Rivers (Susan Hayward), da falência. 
Beau na infância é vivido por Donald O'Connor, o genial e elétrico partner dançante de Gene Kelly em Dançando na Chuva. O modelo do forte, junto a um oásis, é uma preciosidade. Taí um Nobre Gesto (Beau Geste) do diretor Wellmann "sobre o verdadeiro significado da coragem, a lealdade de irmão para irmão, e as responsabilidades da virtude, quando confrontado com o mal absoluto. (IMDB)" 

BEAU GESTE de William A. Wellman (EUA, 1939)

outubro 30, 2013

Filmes prediletos > Virtude Selvagem















Baseado na novela de Marjorie Kinnan Rawlings ganhadora do Prêmio Pulitzer.
A trinca Gregory Peck (Penny Baxter), Jane Wyman (Orry Baxter) e Claude Jarman Jr.
(Jody) fazem deste filme um primor do cinema, um clássico do filme pastoral e bucólico. Entende você porque os sabidos tupiniquins não traduzem o nome para – no espanhol – O DESPERTAR? Porque é disso que se trata. O jovem Jody tem um sonho de ter um companheiro dos animais selvagens que vivem perto do rancho e se apega a um filhote de gamo, que perdeu sua mãe, morta pelo pai de Jody para salvá-lo de uma picada de cobra. O gamo vai provocar muitos atritos num lugar em que se depende fortemente da lavoura para sobreviver. Jody vai ter seu verdadeiro despertar deixando de lado as coisas passageiras para focar na sobrevivência do sítio pioneiro, no meio da Flórida de 1870, onde não se vê nada além da mata fechada, animais selvagens e vizinhos muito longe um dos outros. Como falei destaque para Gregory Peck, que ganhou o Globo de Ouro como ator, o garoto Jarman e Jane Wyman fazendo uma mãe cheia de rancor por ter perdido três filhos. Um belo exemplar de filme de aventuras. Destaque também para a luta de um urso com dois cachorros de caça e... sem computação gráfica.

VIRTUDE SELVAGEM de Clarence Brown (EUA, 1946)

outubro 13, 2013

Filmes > Oblivion













Oblivion é repositório de clichês de filmes de ficção científica. O cineasta Joseph Kosinski é arquiteto e algumas das suas imagens parecem ter saído de uma revista Wallpaper. Ambientes assépticos confrontados com o caos apocalíptico. Faltou, talvez, um tanto de filosofia, e menos ecochatice. Sou simpático ao protagonista que adora a beleza da Terra, assim penso no que se refere a magnífica criação de Deus, inigualável no Universo. As imagens são belíssimas, mas faltou enredo bom e costurado. A torre onde habita a dupla Jack (Tom Cruise) e Victoria (Andrea Riseborough), impressionantemente não sofre ação dos ventos apesar de estar acima das nuvens? Um detalhe que talvez não passasse no crivo de um detalhista como Kubrick, por exemplo. As esferas drones, robôs de aniquilamento, são assustadoras, mas nem tanto quanto as esferas do filme Phantasm. A cena do encontro no Empire State arruinado é uma alusão a TARDE DEMAIS PARA ESQUECER (1957)? Nota 5,76. 

OBLIVION de Joseph Kosinski (EUA, 2013)

outubro 12, 2013

Filmes > Django












DJANGO ou DOCTOR SCHULTZ ou O DIA EM QUE TARANTINO EXPLODIU

Para um dono de video clube absorver todos os filmes que aluga é quase uma coisa bem fácil. Agora, absorver e depois virar um cineasta de marca é para poucos. Assim o foi com Quentin Tarantino. É inegável que ele é genial em seus filmes (aqui roteirizando também), seu estilo pop é inconfundível, violência extremada, verbalização extremada, humor negro, e principalmente as influências de filmes pop de outrora. Ele consegue juntar tudo e apresentar um enredo que é uma salada refrescante num mundo de proteínas.

Em Django ele chega forte com o tema racismo e vingança. Como nos Bastardos Inglórios foi o holocausto e a vingança. Sem evitar polêmica, já chamou o grande realizador de westerns John Ford de racista, e abraçando uma causa panfletária dos negros, com seu Django, sobe no banco para falar. É claro que quase tudo ali é retocado no exagero, pois fontes mais contemporâneas vieram para recolocar a posição americana quanto ao escravismo num lugar menos escabroso do que dizem. O sulista na América tratava bem os seus negros, e os que eram contrário a isso eram mais exceção do que maioria. Veja em E O Vento Levou.., o papel das mucamas nas grandes fazendas sulistas. Ou, vejam a declaração racista de Abraham Lincoln, considerado, equivocadamente, o libertador dos escravos americanos. Interessante o papel de Samuel L. Jackson como negro racista. E não era assim Zumbi dos Palmares, que como chefe do quilombo, possuía escravos também? 

Bem, o filme em si é uma grande diversão, e muito mais se considerarmos o final feliz de justiça pintada de vermelho sangue e fogo explosivo. Christoph Waltz como Dr.Schultz, na minha opinião, é o charme do filme, é ele o anjo restaurador da vida de Django. É ele quem confronta a indiferença do vilão (excelente) Dicaprio, com os livros de sua própria biblioteca, com a erudição e a surpresa daqueles que estão prontos para mandarem os maus para o lugar deles. Confesso que ver um Tarantino me dá um pouco de medo por não saber nunca o que vem a seguir. Não é dos meu preferidos, mas é um genial criador. O cineasta negro americano Spike Lee não gostou do filme por achar os personagens negros caricatos e exagerados, só que o que ele viu foi um autêntico produto tarantiano, que explode seu próprio cineasta, literalmente.

outubro 03, 2013

Filmes prediletos > Se Meu Apartamento Falasse













Billy Wilder foi um dos roteiristas mais requisitados de Hollywood. Um dos melhores. Depois virou diretor, e continuou dos melhores. Alguns dos seus filmes com Jack Lemmon são impagáveis, este aqui é um clássico da comédia melodramática. Os franceses tem seus locais de 'abate' chamados de garçoniere, pode parecer uma coisa bem machista, e é! Só que, para C.C. Baxter (Jack Lemmon) é um meio de ser promovido na gigantesca empresa de seguros nova iorquina em que trabalha, emprestando a sua garçoniere ou o seu The Apartment para os gerentes machistas canalhas da sua empresa abaterem literalmente as funcionárias da seguradora, suas amantes. A forma como este apartamento virou um abatedouro foi totalmente casual, e C.C. Baxter está quase desistindo da idéia, por ficar ao léu em troca de uma cama quentinha quando o apartamento está ocupado enquanto seus amiguinhos se refestelam. Tudo vai bem até que a bela ascensorista Fran Kubelik (Shirley MacLaine), desejada por muitos e considerada difícil, vira a paixão de Baxter, mas é o chefão da seguradora Jeff D. Sheldrake (Fred MacMurray) o canalha mandatário dela, e para piorar (ou melhorar) é quem agora quer o apartamento de Baxter. Eis aí um belo exemplar com a marca Billy Wilder. Jack Lemmon sempre sensacional. Um filme daqueles em que fulano-ama-fulana-que-ama-fulano, e que mostra a forma baixa do amor e da paixão. Mas, há salvação! 

SE MEU APARTAMENTO FALASSE de Billy Wilder (EUA, 1960)

setembro 20, 2013

Filmes prediletos > Sete Homens e Um Destino














Charmoso bangue-bangue. O diretor americano John Sturges, que amava OS SETE SAMURAIS de Akira Kurosawa, fez uma adaptação do Japão feudal para o Velho Oeste americano, e deu-se bem porque a história é bem atrativa no seu jeito de lidar com o combate de sete pistoleiros ao totalitarismo de bandidos, perante uma vila pacífica de agricultores mexicanos. O principal é o carisma dos Seven, principalmente da dupla Yul Brynner/Steve McQueen. A princípio pensamos que os pistoleiros estão lá por uma dignidade acima de tudo, mas aventa-se a possibilidade de estarem interessados no ouro dos antepassados mexicanos escondido na região. Pistoleiro é pistoleiro. A verdade é que não há ouro e o que ilustra mais a vontade de estar ali é a piada que Vin Tanner (Steve McQueen) conta: -- Um camarada se jogou em cima de uma penca de cactus espinhosos. E perguntaram para ele porque ele havia feito isso, ele respondeu que parecia o melhor a se fazer no momento! É assim que os valentes acabam com a maioria do 'exército' de bandoleiros, a duras penas diga-se, mas o bem sempre prevalece. Eli Wallach como Calvera, o chefe dos bandoleiros, é um dos mais marcantes vilões de Hollywood, muito bom. Alguns dos Magnificent Seven ficaram com a pecha de justiceiros em seus trabalhos, são eles: Yul Brynner, Steve McQueen, Charles Bronson, Robert Vaughn, Brad Dexter, James Coburn e o 'aprendiz de feiticeiro' Jorge Martínez de Hoyos, o menos zen do grupo. Um clássico dos mais copiados por aí!

Ah... esqueci... A música tema de Elmer Bernstein é maravilhosa. Ouça aqui http://youtu.be/9iteRKvRKFA

SETE HOMENS E UM DESTINO de John Sturges (EUA, 1960)

setembro 17, 2013

Filmes prediletos > David e Betsabá



















A história de Davi escrita por um anônimo, apesar de constar em 2Samuel, é uma história bem antiga, tem mais de 3 mil anos. arqueólogos registram de 1000 a 975 a.C. Segundo a Bíblia, ainda havia alguns gigantes na Terra. Para ilustrar, a construção de megalitos e fortalezas descomunais, como as pirâmides do Egito e os megalitos de Stonehenge (Inglaterra), por exemplo, realizou-se no ano 3000 a.C. 
O filme de Henry King é um daqueles que tem a atmosfera dos tempos, e aqui, do Velho Testamento. Bela reconstituição de época, com as roupas e arquitetura das fortalezas e do palácio de Davi. Está lá o teto de cedro do Líbano e as "pedras que falam" das construções. Está lá a Estrela de Davi, nas roupas e contruções, este símbolo de honra a Deus, a que se deram posse os círculos umbandistas, assim como o fizeram o movimento gayzista com o arco-íris. É um romance do belo Gregory Peck com a bela Susan Hayward, mostrando como Betsabá em meio a tantas esposas, foi a preferida de Davi e que mais tarde lhe gerou um filho digno de constar no Velho Testamento, o sábio Salomão. Até aí,  Davi cometeu o seu mais grave pecado, o de adultério. Perdoado por Deus, mas ainda com funestas consequências para o rei e sua família. Toda esta relação com Deus é plenamente deixada de lado pelos adúlteros que se baseiam em Davi para subjugar sua caça. É um filme emocionante quando você vê a relação do "homem segundo o coração de Deus" com o próprio Deus. Chorei, confesso. 
Davi era um guerreiro que matou um gigante (3,50m) com uma pedra de funda que ficou cravada na testa do gigante Golias, formou-se corajosamente, com as bençãos de Deus, no ambiente hostil em que viveu como pastor de ovelhas protegendo-as dos predadores que naquela época deviam ser muitos, desde leões e ursos até lobos que se espalhavam em profusão por todo o território. Tanto que qualquer pastor trazia sua funda como arma de proteção. 
Está lá a figura do ainda adolescente Absalão e sua rebeldia, o mal estava com ele. Esta lá a simplicidade dos judeus perante o vestir e aos despojos de guerra, certamente uma marca registrada da sua relação com o mais importante de suas vidas: o Deus Único. Está lá a Arca de Deus, belamente desenhada. Está lá Natan, o profeta, mensageiro de Deus, abrindo os olhos do rei Davi. Gregory Peck faz uma bela figura como Davi, com sua imposição carismática, é assim que Davi deveria ser. Curioso como Saul aparece em determinado momento já meio idoso, nunca tinha imaginado ele assim. Muito curioso. Enfim, é uma produção de um -- descendente de Judeus? -- entre os vários judeus que produziam ($$$) os filmes Hollywoodianos, o grande, venerado e abandonado pelos pais Darryl Francis Zanuck, que tinha tudo para dar errado na vida, mas foi um dos maiores produtores de Hollywood (dizem que era mulherengo e fazia teste de sofá com as atrizes. Sabe-se lá). Um filme charmoso e grandioso, a história daquele que está na linha de descendência de Nosso Senhor Jesus Cristo.

DAVID E BETSABÁ de Henry King (EUA, 1951)

setembro 12, 2013

Livros > Diário de um Pároco de Aldeia



















Matei! 
DIÁRIO DE UM PÁROCO DE ALDEIA, Georges Bernanos
"Nomeado para a paróquia de Ambricourt, uma pequena aldeia da França, um jovem padre não é bem recebido pelos moradores. Com a saúde debilitada, por problemas no estômago, ele tenta lidar com a situação, contando com o auxílio de um padre do vilarejo vizinho." (by Filmow)
A ignorância é uma parede alta que se mantém entre a Graça de Deus e o ignorante. No livro o padre sofre pelo preconceito da população da aldeia. Um pastor evangélico com todo o ensino bíblico de suas ovelhas sofre preconceitos, que dirá as ovelhas católicas que não tem tanto, tradicionalmente, uma base de ensino bíblico. É assim que o vigário de Ambricourt tem que suportar no seu dia-a-dia. Ele escreve em seu diário suas relações com os habitantes e em determinados momentos parece um diálogo com o diabo incorporado nas pessoas. O pároco precisa de decisão e alegria, que lhe são afetadas pela doença, e os habitantes da aldeia, da graça, alegria e louvor ao Cristo. Confesso que passei batido por alguns trechos sem muita atenção, diferentemente do Blog do Angueth, que separou trechos muito bons aqui http://angueth.blogspot.com.br/2008/05/dirio-de-um-proco-de-aldeia-de-georges.html. Bernanos é um dos escritores preferidos do prof. Olavo de Carvalho. Talvez o filme de Bresson seja mais palatável para o burrico aqui. Veremos.

setembro 10, 2013

Drops > A Cidade de Davi & Salomão

Lá no Seminário do Sul tem um poster que me encanta, é o da Cidade de David & Salomão de Lloyd K. Townsend, meio desbotado (aqui vc pode ver nas cores reais). No diagrama, considerando os aspectos artísticos e não tão reais, como David viu Betsabá se banhando se a distância entre o palácio e a cidadela era bem grande? Viaje nas imagens. Leia a legenda.

Legenda:
(1) Templo de Salomão
(2) O complexo do palácio real
(3) A cidadela
(4) A estrutura de pedra escalonada
(5) A fonte de Giom
(6) "Eixo de Warren"
(7) O canal Siloé
(8) Piscina de armazenamento
(9) As aberturas no canal de pedra usado para liberar água para os campos cultivados no Vale do Cedron.














Fonte: http://members.bib-arch.org/publication.asp?PubID=BSBA&Volume=14&Issue=2&ArticleID=11